Crueldade extrema

O setor de homicídios da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) identificou e prendeu os suspeitos da morte do lavador de carros Diego Antônio de Carvalho Rosa, 23, que residia no Jardim Cambuí. Uma mulher e três homens são apontados como sendo os autores do crime. Todos estão presos e nesta segunda-feira deverão ser retirados da cadeia para dar declarações sobre o crime. Diego foi morto com requintes de crueldade e o corpo encontrado carbonizado dentro de uma caçamba nos fundos do bairro City Petrópolis, na manhã do dia 31 de outubro. O laudo do médico legista aponta que Diego foi queimado vivo (leia mais nesta página).
Dos suspeitos pelo crime, três tiveram suas prisões temporárias decretadas pela Justiça. O quarto suspeito também está preso, mas por receptação. Uma mulher, segundo as investigações, teria sido o pivô da briga que terminou em assassinato. Testemunhas ainda estão sendo ouvidas pela polícia, que trabalha com a hipótese de crime passional. O delegado Márcio Murari, que preside as investigações, disse que só falará sobre o caso após todos os depoimentos serem colocados no inquérito.
O Comércio apurou que, na noite que antecedeu o crime, Diego teria se encontrado com os assassinos na casa de uma mulher no City Petrópolis. A vítima participou de um churrasco no Recreio Campo Belo e foi deixada por amigos nas proximidades da casa de uma amiga. Segundo a polícia, a vítima teria se dirigido ao imóvel onde, ao lado de mais quatro pessoas, fizeram uso de drogas.
Cruzando informações, os agentes chegaram até a sapateira FCP, 29, moradora no City Petrópolis. Foi na casa dela que Diego permaneceu durante horas ao lado dos suspeitos, o borracheiro VSC, 32, o sapateiro MO, 33, e o negociador de peças automotivas HASS, 25. Investigações preliminares apontam que seria o trio o responsável pela morte do lavador de carros. A vítima teria se desentendido com o sapateiro MO por ter se relacionado com uma ex-namorada do sapateiro. Durante a briga, FCP pediu para que os três suspeitos saíssem de sua casa, pois já era madrugada.
Diego foi o único a permanecer no imóvel. Por volta das 4h30, os três voltaram para a porta da casa da sapateira em uma moto Strada e uma Saveiro. MO estaria com uma garrafa pet cheia de combustível, ainda não se sabe se seria etanol ou gasolina. Eles teriam chamado Diego para resolver o problema e ter uma conversa. O lavador de carros montou na garupa da moto pilotada por MO e saiu do local, sendo seguido pela Saveiro ocupado pelos outros suspeitos. Esta foi a última vez que FCP viu o amigo. Horas depois ela teve a informação de que Diego havia sido encontrado morto dentro da caçamba e seu corpo havia sido carbonizado.
Diante das investigações da DIG, a Justiça decretou a prisão temporária de três envolvidos no caso. Estão recolhidos a sapateira FCP e o sapateiro MO, preso na última quinta-feira. VSC e HASS já estavam presos por um outro crime. No dia em que o corpo de Diego foi encontrado, a dupla foi flagrada pela PM desmanchando uma caminhonete furtada numa residência do City Petrópolis. Apenas HASS ainda não teve a prisão temporária decretada. Todos devem ser ouvidos a partir desta segunda-feira na sede da DIG.
 
O laudo do médico legista que realizou a necropsia do corpo carbonizado de Diego Antônio de Carvalho Rosa, 23, já está nas mãos do delegado da DIG (Delegacia de Investigações Gerais), Márcio Murari. Nele, há indícios de que o rapaz teria sido queimado vivo. Segundo a polícia, havia um ferimento na cabeça da vítima, provocado por um objeto contundente, possivelmente uma marreta. O machucado teria feito que Diego tivesse desmaiado com traumatismo craniano, mas não o teria levado à morte instantânea. Durante a necropsia, ao verificar os pulmões do lavador, o legista constatou que a vítima teria aspirado fuligem e havia um líquido escuro, o que evidenciaria que ele foi queimado vivo.
O laudo deve ser anexado ao inquérito que foi instaurado pela Polícia Civil. Diego Antônio de Carvalho Rosa, segundo a polícia, tinha passagens pela DIG por furto de gado e era suspeito em envolvimento em furtos de veículos. Ele respondia a processos, mas não havia sido condenado. Diego Rosa foi encontrado morto com o corpo completamente carbonizado dentro de uma caçamba ainda em chamas numa estrada de terra que dá acesso à Fazenda Petrópolis.

Créditos: Comércio da Franca

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